21/04/2017 as 15h26 - Atualizado em 21/04/2017 as 15h26

SANTA CRUZ DO SUL - Presa mãe acusada de mandar matar a própria filha

O padrasto da menina confessou ter cometido o crime a mando da companheira. Adolescente foi encontrada morta em matagal



A mãe da adolescente Francine Sin da Silva, de 13 anos, encontrada morta em um matagal, foi presa na madrugada desta sexta-feira (21) em Santa Cruz do Sul/RS, no Vale do Rio Pardo. Ela é suspeita de ser a mandante da morte da própria filha. O padrasto Ronaldo Santos, que foi detido na quinta-feira como suspeito de ter executado o crime, também será indiciado por feminicídio com as mesmas qualificadoras e por estupro de vulnerável. As informações são de Zero Hora.

A prisão da mãe, de 54 anos, foi autorizada pela Justiça após o depoimento do padrasto da menina, que apontou a mulher como mandante. Ele foi preso na tarde de quinta-feira (20) na BR-471 e confessou à polícia que matou a adolescente. O homem é sobrinho da mãe da vítima.

Segundo a delegada Lisandra Carvalho, o padrasto confessou em depoimento que matou a adolescente a pedido de Geni e que, em troca, recebeu dinheiro para terminar de pagar uma moto.Com base na declaração de Ronaldo, a polícia suspeita que a motivação do crime tenha sido ciúmes. Ele relatou que havia iniciado um relacionamento com a adolescente há cerca de um ano e que Geni suspeitava do suposto envolvimento dos dois. A mãe, por sua vez, nega participação no crime.

"Ele nos disse que ela vinha a algum tempo já tentando convencê-lo dessa ideia, e no último fim de semana ele restou convencido de que faria, pela recompensa que ela tinha oferecido", disse a delegada Lisandra Carvalho, de acordo com depoimento do homem. Os dois foram encaminhados ao Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, onde estão presos preventivamente. A delegada disse que desconfiou da mãe logo no início do caso, durante buscas a adolescente.

A policial relata que procurou a mãe na segunda-feira (17) e a questionou sobre possível envolvimento entre a adolescente e o padrasto, o que foi negado. A mulher, entretanto, salientou que a filha pouco saía de casa, apenas para ir à aula e ao mercado. "Achei meio estranho a ênfase no comportamento da vítima. E me chamou a atenção que moradores da redondeza relataram que [a adolescente] era vista seguidamente com padrasto, Em contradição com que a mãe falava."

Segundo a delegada, a "prova maior" do crime foi o depoimento do homem, que confessou participação na morte. "Ele teria matado a mando da companheira, por ciúmes da relação que ele tinha com a filha dela."
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Públicado por: Carlos Cesar